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  • Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil

    Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil

    Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil Pular para o conteúdo principal Internacional Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais Indústria têm retração de 2,6% em 12 meses, eletrônicos recuam 19% Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil Publicado em 23/09/2026 – 14:30 Brasília [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/OTC_zZKxvEH5oiVcmwfjq-usVaU=/1170×700/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024-01-30t185321z_1_lynxmpek0t0o9_rtroptp_4_holocaust-memorial-argentina.jpg?itok=SNbHqtnK | DESC: Presidente da Argentina, Javier Milei 26/01/2024 REUTERS/Agustin Marcarian] © REUTERS/Agustin Marcarian/Proibida Reprodução Versão em áudio A Argentina sob o comando do presidente Javier Milei fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, 245 mil postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses. [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1703138&o=node | DESC: ] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1703138&o=node | DESC: ] “Se observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gestão, o número de empresas caiu tanto quanto na pandemia”, diz o último informe Monitor Mensal de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina. O balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24 províncias argentinas. A única exceção é a província de Neuquém, onde a exploração de gás natural de Vaca Muerta tem impulsionado as exportações argentinas. A indústria do país vizinho também vem apresentando retração, no acumulado de 12 meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A indústria de equipamentos eletrônicos e médicos tem o pior resultado, com queda acumulada de 19,1% em um ano, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Entre as 709 companhias que fecharam as portas no último mês, estão algumas com mais de 50 anos de atividade como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da metalurgia, e a Clan Issime do ramo têxtil. A Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge, “chegou a ter 129 funcionários, 14 lojas próprias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na fábrica”. Desemprego O fechamento de empresas tem afetado o nível de empregos no país ao longo do governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa). A perda foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores autônomos de 169 mil no período, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. “Os empregos perdidos são parcialmente substituídos por atividades desprotegidas”, diz o informe da Cepa. Com isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa, calcula o Indec. Inflação vs empregos A queda no emprego, na renda das famílias e na indústria da Argentina contrasta com os números positivos da inflação do país, que caiu de uma taxa anual de 289%, em abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores. O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou à Agência Brasil que a estabilidade inflacionária no país vizinho é frágil. Segundo o especialista, essa estabilidade é resultado do corte de gastos públicos, dos empréstimos bilionários com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma moeda sobrevalorizada. Porém, ele explica que o peso mais valorizado prejudica a indústria do país. “A moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a inflação, só que ela detona o setor industrial. Estamos vendo agora é a contração industrial, perda de empregos industriais, desemprego com quase 8% e o crescimento perdendo muito fôlego”, afirmou. A dívida externa de US$ 350 bilhões é outro elemento apontado pelo economista que revela a fragilidade da situação econômica do principal parceiro comercial do Brasil na América Latina. The Economist A agenda econômica do governo de Javier Milei, desde o início do seu mandato, tem recebido apoio de setores do mercado financeiro e da mídia especializada que defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com desregulação trabalhista, corte de gastos e abertura comercial. Mesmo publicações entusiastas da agenda de Milei, como a publicação inglesa The Economist, tem alertado para problemas na gestão econômica. Em editorial crítico ao governo da Casa Rosada, publicado neste mês, a The Economist escreveu que o país precisa de mais crescimento, e menos “gritaria”, em alusão ao estilo histriônico do político argentino. “Os salários reais ainda são menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos formais estão desaparecendo”, destacou a revista, acrescentado que ” Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esforços para conter a inflação tenham prejudicado o crescimento”. Governo Milei Em discurso durante conferência sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier Milei rebateu as análises negativas sobre o desempenho econômico do país. Ele destacou que são positivos os indicadores de exportações, consumo privado, inflação e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025, após uma retração de 1,3% em 2024. “Se fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo, o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego não está disparando”, justificou. Milei ainda criticou empresários que dependam do Estado. “Queremos ser grandes? Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir”, disse. Relacionadas [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/5zV93e_nuIh3bMLrE_MRBRCyfcA=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/22/2026-09-22t131558z_170123892_rc2donatb38o_rtrmadp_3_un-assembly.jpg?itok=jxX0ClFN | DESC: United Nations Secretary-General Antonio Guterres addresses the 81st United Nations General Assembly at UN headquarters in New York City, US, September 22, 2026. REUTERS/MIKE SEGAR] Secretário-geral da ONU alerta para avanço de guerras e riscos da IA [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/8Ca87NrTDu9itsMo_AR-blNlWas=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/07/24/2025-07-02t184534z_1_lynxmpel610yc_rtroptp_4_iran-nuclear-lawmaking.jpg?itok=lYy7-HuI | DESC: Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian
    12/06/2025
    Site da Presidência do Irã/WANA/Divulgação via REUTERS] Presidente do Irã diz na ONU que “paz não virá do campo de batalha” [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/OCNaeTIPeR5D5T7BRagkUtSCkFk=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/22/2026-09-22t145850z_388976401_rc2eonaxr3wx_rtrmadp_3_un-assembly.jpg?itok=LPYV1pK_ | DESC: US President Donald Trump addresses the 81st United Nations General Assembly at UN headquarters in New York City, US, September 22, 2026. REUTERS/MIKE SEGAR] Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina Edição: Maria Claudia Argentina javier milei balanço da Fundar Desemprego Compartilhe essa notícia Continuar lendo Mais notícias Geral Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick qua, 23/09/2026 – 21:19 Política Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis qua, 23/09/2026 – 21:16 Política Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos qua, 23/09/2026 – 20:58 Economia BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias qua, 23/09/2026 – 20:35 Direitos Humanos Lei institui atendimento a vítimas de violência física e sexual qua, 23/09/2026 – 20:17 Esportes Federações questionam promessa de reforma de Gianni Infantino na Fifa qua, 23/09/2026 – 19:45 Ver mais [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/themes/agenciabrasil_v3/images/icon-arrow-down.svg?thzdkc | DESC: seta para baixo] Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou. Escolha sua manifestação em apenas um clique. [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkDenuncia.webp | DESC: Denúncia] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkReclamacao.webp | DESC: Reclamação] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkElogio.webp | DESC: Elogio] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSugestao.webp | DESC: Sugestão] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSolicitacao.webp | DESC: Solicitação] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSimplifique.webp | DESC: Simplifique] Você será direcionado(a) para o sistema Fala.BR, mas é com a EBC que estará dialogando. O Fala.BR é uma plataforma de comunicação da sociedade com a administração pública, por meio das Ouvidorias. Sua opinião ajuda a EBC a melhorar os serviços e conteúdos ofertados ao cidadão. Por isso, não se esqueça de incluir na sua mensagem o link do conteúdo alvo de sua manifestação. Clique aqui para mais informações sobre a Ouvidoria da EBC. Uso de cookies Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossa plataforma. Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Para mais informações, consulte aqui. OK

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    As escolas rurais desempenham um papel que vai além da sala de aula: conectar educação, comunidade e desenvolvimento dos territórios. Essa foi uma das principais ideias discutidas durante encontro do projeto Sertão Vivo, realizado nos dias 2 e 3 de setembro, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, na Bahia.

    A atividade reuniu representantes dos cinco estados atendidos pelo projeto Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe —, a Unidade de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem do Projeto (PMEL), organizações da sociedade civil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representantes do Projeto Dom Hélder Câmara III (PDHC III), equipes territoriais e outros parceiros para construir uma estratégia comum de atuação junto às escolas rurais. O objetivo foi articular diferentes experiências e realidades territoriais em torno de uma visão compartilhada.

    Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
    Legenda: Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    Um dos principais eixos da discussão foi o papel das juventudes. O projeto Sertão Vivo, cofinanciado pelo FIDA e pelo BNDES, com apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF), estabelece como referência que 50% das pessoas beneficiárias sejam jovens. A proposta discutida no encontro é que essa participação não se limite à preparação de uma futura geração, mas que os jovens sejam protagonistas/sujeitos ativos do se próprio desenvolvimento e contribuam, já no presente, para as transformações de suas comunidades.

    A partir dessa perspectiva, estudantes podem atuar como multiplicadores, mobilizando famílias, participando de organizações locais e contribuindo para a construção de novas oportunidades de trabalho, renda, educação e qualidade de vida no campo.

    “Escutar os jovens” foi um dos princípios destacados durante as discussões. As estratégias deverão considerar diferentes interesses, conhecimentos, identidades e projetos de vida, e considerar abordagens e atividades concretas que respondam a diversidade de vocações existentes no meio rural, que não se restringem à agropecuária.

    Educação conectada ao território

    Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Legenda: Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) foram identificadas como espaços importantes para a implementação dessa estratégia, devido à experiência acumulada com educação contextualizada, formação técnica, alternância entre escola e comunidade e valorização dos conhecimentos do Semiárido. A proposta também considera a articulação com escolas públicas de ensino médio, buscando alcançar a rede educacional dos territórios atendidos.

    Uma das possibilidades discutidas foi fortalecer as escolas como espaços comunitários de conhecimento, cultura, formação e convivência, aproximando estudantes, famílias, associações e conselhos da definição de prioridades e estratégias.

    A ideia é que questões concretas dos territórios também possam fazer parte dos processos pedagógicos. Entre os exemplos debatidos estão mudança climática, queimadas, alimentação, agroecologia, infraestrutura, preconceito e direitos sociais. A pesquisa-ação foi apontada como uma abordagem possível para conhecer a realidade local, analisá-la coletivamente e construir respostas com a participação das comunidades.

    Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Legenda: Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    Próximos passos

    O encontro também resultou em uma agenda de trabalho que inclui o mapeamento de escolas e territórios em cada estado, a definição de critérios para sua participação, a elaboração de objetivos, metas, indicadores e metodologias e o fortalecimento das equipes de assistência técnica e extensão rural (ATER).

    Entre as propostas está ainda a criação de um grupo de trabalho com pontos focais de juventude nos estados e nas equipes envolvidas, para promover o intercâmbio de experiências, acompanhar desafios e apoiar a construção de soluções comuns.

    Jogo pedagógico "Agenda 2030", desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Legenda: Jogo pedagógico “Agenda 2030”, desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    A estratégia deverá considerar as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a coordenação entre os cinco estados e as instituições parceiras. A expectativa é que a atuação conjunta contribua para aproximar educação, participação juvenil e desenvolvimento rural sustentável no Semiárido.

    Assista ao vídeo e conheça mais sobre o encontro e as perspectivas para fortalecer a participação das escolas e das juventudes nos territórios do Sertão Vivo.

    Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok, X e YouTube  e siga FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    Sobre o FIDA

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org

  • Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    As escolas rurais desempenham um papel que vai além da sala de aula: conectar educação, comunidade e desenvolvimento dos territórios. Essa foi uma das principais ideias discutidas durante encontro do projeto Sertão Vivo, realizado nos dias 2 e 3 de setembro, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, na Bahia.

    A atividade reuniu representantes dos cinco estados atendidos pelo projeto Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe —, a Unidade de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem do Projeto (PMEL), organizações da sociedade civil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representantes do Projeto Dom Hélder Câmara III (PDHC III), equipes territoriais e outros parceiros para construir uma estratégia comum de atuação junto às escolas rurais. O objetivo foi articular diferentes experiências e realidades territoriais em torno de uma visão compartilhada.

    Um dos principais eixos da discussão foi o papel das juventudes. O projeto Sertão Vivo, cofinanciado pelo FIDA e pelo BNDES, com apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF), estabelece como referência que 50% das pessoas beneficiárias sejam jovens. A proposta discutida no encontro é que essa participação não se limite à preparação de uma futura geração, mas que os jovens sejam protagonistas/sujeitos ativos do se próprio desenvolvimento e contribuam, já no presente, para as transformações de suas comunidades.

    A partir dessa perspectiva, estudantes podem atuar como multiplicadores, mobilizando famílias, participando de organizações locais e contribuindo para a construção de novas oportunidades de trabalho, renda, educação e qualidade de vida no campo.

    “Escutar os jovens” foi um dos princípios destacados durante as discussões. As estratégias deverão considerar diferentes interesses, conhecimentos, identidades e projetos de vida, e considerar abordagens e atividades concretas que respondam a diversidade de vocações existentes no meio rural, que não se restringem à agropecuária.

    Educação conectada ao território

    Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Legenda: Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) foram identificadas como espaços importantes para a implementação dessa estratégia, devido à experiência acumulada com educação contextualizada, formação técnica, alternância entre escola e comunidade e valorização dos conhecimentos do Semiárido. A proposta também considera a articulação com escolas públicas de ensino médio, buscando alcançar a rede educacional dos territórios atendidos.

    Uma das possibilidades discutidas foi fortalecer as escolas como espaços comunitários de conhecimento, cultura, formação e convivência, aproximando estudantes, famílias, associações e conselhos da definição de prioridades e estratégias.

    A ideia é que questões concretas dos territórios também possam fazer parte dos processos pedagógicos. Entre os exemplos debatidos estão mudança climática, queimadas, alimentação, agroecologia, infraestrutura, preconceito e direitos sociais. A pesquisa-ação foi apontada como uma abordagem possível para conhecer a realidade local, analisá-la coletivamente e construir respostas com a participação das comunidades.

    Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Legenda: Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    Próximos passos

    O encontro também resultou em uma agenda de trabalho que inclui o mapeamento de escolas e territórios em cada estado, a definição de critérios para sua participação, a elaboração de objetivos, metas, indicadores e metodologias e o fortalecimento das equipes de assistência técnica e extensão rural (ATER).

    Entre as propostas está ainda a criação de um grupo de trabalho com pontos focais de juventude nos estados e nas equipes envolvidas, para promover o intercâmbio de experiências, acompanhar desafios e apoiar a construção de soluções comuns.

    Jogo pedagógico "Agenda 2030", desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Legenda: Jogo pedagógico “Agenda 2030”, desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    A estratégia deverá considerar as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a coordenação entre os cinco estados e as instituições parceiras. A expectativa é que a atuação conjunta contribua para aproximar educação, participação juvenil e desenvolvimento rural sustentável no Semiárido.

    Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok, X e YouTube  e siga FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    Sobre o FIDA

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org

  • Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais

    Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais

    Indústria têm retração de 2,6% em 12 meses, eletrônicos recuam 19%

     A Argentina sob o comando do presidente Javier Milei fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, 245 mil postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses.  

    “Se observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gestão, o número de empresas caiu tanto quanto na pandemia”, diz o último informe Monitor Mensal de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina.

    O balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24 províncias argentinas.  

    A única exceção é a província de Neuquém, onde a exploração de gás natural de Vaca Muerta tem impulsionado as exportações argentinas.  

    A indústria do país vizinho também vem apresentando retração, no acumulado de 12 meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A indústria de equipamentos eletrônicos e médicos tem o pior resultado, com queda acumulada de 19,1% em um ano, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

    Entre as 709 companhias que fecharam as portas no último mês, estão algumas com mais de 50 anos de atividade como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da metalurgia, e a Clan Issime do ramo têxtil.  

    A Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge, “chegou a ter 129 funcionários, 14 lojas próprias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na fábrica”. 

    Desemprego 

    O fechamento de empresas tem afetado o nível de empregos no país ao longo do governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa). 

    A perda foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores autônomos de 169 mil no período, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. “Os empregos perdidos são parcialmente substituídos por atividades desprotegidas”, diz o informe da Cepa. 

    Com isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa, calcula o Indec. 

    Inflação vs empregos  

    A queda no emprego, na renda das famílias e na indústria da Argentina contrasta com os números positivos da inflação do país, que caiu de uma taxa anual de 289%, em abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores.  

    O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou à Agência Brasil que a estabilidade inflacionária no país vizinho é frágil.  

    Segundo o especialista, essa estabilidade é resultado do corte de gastos públicos, dos empréstimos bilionários com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma moeda sobrevalorizada. Porém, ele explica que o peso mais valorizado prejudica a indústria do país.  

    “A moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a inflação, só que ela detona o setor industrial. Estamos vendo agora é a contração industrial, perda de empregos industriais, desemprego com quase 8% e o crescimento perdendo muito fôlego”, afirmou.  

    A dívida externa de US$ 350 bilhões é outro elemento apontado pelo economista que revela a fragilidade da situação econômica do principal parceiro comercial do Brasil na América Latina.  

    The Economist 

    A agenda econômica do governo de Javier Milei, desde o início do seu mandato, tem recebido apoio de setores do mercado financeiro e da mídia especializada que defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com desregulação trabalhista, corte de gastos e abertura comercial.  

    Mesmo publicações entusiastas da agenda de Milei, como a publicação inglesa The Economist, tem alertado para problemas na gestão econômica.  

    Em editorial crítico ao governo da Casa Rosada, publicado neste mês, a The Economist escreveu que o país precisa de mais crescimento, e menos “gritaria”, em alusão ao estilo histriônico do político argentino.   

    “Os salários reais ainda são menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos formais estão desaparecendo”, destacou a revista, acrescentado que ” Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esforços para conter a inflação tenham prejudicado o crescimento”. 

    Governo Milei 

    Em discurso durante conferência sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier Milei rebateu as análises negativas sobre o desempenho econômico do país. 

    Ele destacou que são positivos os indicadores de exportações, consumo privado, inflação e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025, após uma retração de 1,3% em 2024.  

    “Se fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo, o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego não está disparando”, justificou.    

    Milei ainda criticou empresários que dependam do Estado. “Queremos ser grandes? Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir”, disse.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU oferece oportunidades de estágio em comunicação no Rio de Janeiro

    ONU oferece oportunidades de estágio em comunicação no Rio de Janeiro

    O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) está com inscrições abertas para uma nova fase do Programa de Estágio em Informação Pública do Departamento de Comunicação Global da ONU. 

    Principais atividades:

    • Apoiar o desenvolvimento de conteúdos digitais para as redes sociais da ONU Brasil (@onubrasil), incluindo cards, vídeos e textos explicativos;
    • Apoiar o planejamento e execução de parcerias institucionais, com foco nas celebrações dos 80 anos do UNIC Rio; 
    • Produzir legendas para vídeos curtos para mídias sociais e sites institucionais das Nações Unidas;
    • Apoiar o planejamento e condução de entrevistas e a preparação de matérias e histórias para a página da ONU Brasil (onu.org.br); 
    • Auxiliar na organização de eventos, coletivas de imprensa e atividades de engajamento com o público. 
    • Colaborar no planejamento de campanhas digitais sobre as prioridades do Departamento de Comunicação das Nações Unidas. 

    Requisitos:

    • Estar matriculado(a) no último ano de curso de graduação ou pós-graduação nas áreas de Comunicação, Jornalismo, Publicidade, Relações Internacionais, Relações Públicas ou áreas afins; ou ter concluído recentemente curso de graduação ou pós-graduação; e 
    • Boa familiaridade com ferramentas de design, incluindo Canva, Adobe Première, Adobe Photoshop e CapCut.
    • Fluência em português e nível avançado de inglês.

    Prazo para candidaturas:

    As inscrições vão até 30 de setembro de 2025. 

    Acesse o edital completo e inscreva-se pelo portal de carreiras da ONU: https://careers.un.org/jobSearchDescription/284893?language=en

    Após a conclusão satisfatória do estágio, certificado oficial de reconhecimento é emitido pelas Nações Unidas. 

    Sobre o UNIC Rio:

    Estabelecido em 1947, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) foi o primeiro escritório da rede de UNICs na América Latina.

    Os UNICs são um elo ativo entre as pessoas, os meios de comunicação, as instituições educacionais, organizações não-governamentais e a ONU. Eles oferecem informações atualizadas sobre o trabalho da ONU e promovem campanhas e oportunidades de engajamento das pessoas no trabalho das Nações Unidas. 

    Visite a página do UNIC Rio para mais informações: https://www.un.org/pt/rio

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU oferece oportunidades de estágio em comunicação no Rio de Janeiro

    ONU oferece oportunidades de estágio em comunicação no Rio de Janeiro

    O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) está com inscrições abertas para uma nova fase do Programa de Estágio em Informação Pública do Departamento de Comunicação Global da ONU. 

    Principais atividades:

    • Apoiar o desenvolvimento de conteúdos digitais para as redes sociais da ONU Brasil (@onubrasil), incluindo cards, vídeos e textos explicativos;
    • Apoiar o planejamento e execução de parcerias institucionais, com foco nas celebrações dos 80 anos do UNIC Rio; 
    • Produzir legendas para vídeos curtos para mídias sociais e sites institucionais das Nações Unidas;
    • Apoiar o planejamento e condução de entrevistas e a preparação de matérias e histórias para a página da ONU Brasil (onu.org.br); 
    • Auxiliar na organização de eventos, coletivas de imprensa e atividades de engajamento com o público. 
    • Colaborar no planejamento de campanhas digitais sobre as prioridades do Departamento de Comunicação das Nações Unidas. 

    Requisitos:

    • Estar matriculado(a) no último ano de curso de graduação ou pós-graduação nas áreas de Comunicação, Jornalismo, Publicidade, Relações Internacionais, Relações Públicas ou áreas afins; ou ter concluído recentemente curso de graduação ou pós-graduação; e 
    • Boa familiaridade com ferramentas de design, incluindo Canva, Adobe Première, Adobe Photoshop e CapCut.
    • Fluência em português e nível avançado de inglês.

    Prazo para candidaturas:

    As inscrições vão até 30 de setembro de 2025. 

    Acesse o edital completo e inscreva-se pelo portal de carreiras da ONU: https://careers.un.org/jobSearchDescription/284893?language=en

    Após a conclusão satisfatória do estágio, certificado oficial de reconhecimento é emitido pelas Nações Unidas. 

    Sobre o UNIC Rio:

    Estabelecido em 1947, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) foi o primeiro escritório da rede de UNICs na América Latina.

    Os UNICs são um elo ativo entre as pessoas, os meios de comunicação, as instituições educacionais, organizações não-governamentais e a ONU. Eles oferecem informações atualizadas sobre o trabalho da ONU e promovem campanhas e oportunidades de engajamento das pessoas no trabalho das Nações Unidas. 

    Visite a página do UNIC Rio para mais informações: https://www.un.org/pt/rio

    Fonte: brasil.un.org

  • Trump rejeita limitar IA e critica governança global da tecnologia

    Trump rejeita limitar IA e critica governança global da tecnologia

    Na ONU, presidente diz querer mudar nome da IA para superinteligência

    Em discurso na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump criticou as iniciativas globais de regulação e governança da Inteligência Artificial (IA).

    “Os Estados Unidos também rejeitam totalmente qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”, afirmou, durante o discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (22).  

    A China e os EUA lideram iniciativas distintas que buscam influenciar a cadeia produtiva em torno da IA. De um lado, a iniciativa de Washington prevê um sistema com “parceiros confiáveis” para controlar o desenvolvimento da IA.

    De outro, a proposta liderada por Pequim convoca todas as nações para participar da governança da IA por meio de sistemas de códigos abertos, que permite a apropriação da tecnologia por qualquer empresa ou organização. 

    >>Waico e Pax Silica: entenda disputa entre China e EUA por futuro da IA 

    O especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da organização Plures de apoio a profissionais para atuação em IA, destacou à Agência Brasil que a posição de Trump se opõe a diversas iniciativas, inclusive na ONU, com objetivo de deixar as empresas sem regulação alguma.   

    “Isso é totalmente contrário ao movimento de outros países de formar uma aliança de potências médias para colaborarem, para trazerem de novo um multilateralismo e criarem um modelo de governança e de regulamentações internacionais para IA”, comentou.

    Limites à IA

    O presidente dos EUA Donald Trump ainda rejeitou que o país vá limitar o avanço do desenvolvimento da IA e defendeu que, quem controlar a tecnologia, será o “vencedor” da nova revolução tecnológica.

    “No momento, estamos muito à frente da China e de todos os outros. E vamos manter essa vantagem. Vamos manter uma postura firme e decidida. Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”, disse.

    Na última semana, líderes da indústria da IA nos EUA defenderam uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados, que estariam evoluindo mais rapidamente do que os mecanismos de controle e segurança.

    Ao mesmo tempo, economistas tem apontado uma possível “bolha” no setor devido ao elevado nível de investimentos e dúvidas da capacidade de retorno desses recursos, o que poderia gerar crises financeiras com repercussões na economia global.

    “A intensa competição aumenta o risco de as empresas alocarem recursos em excesso a projetos de investimento com retornos ainda incertos, tornando todas as empresas vulneráveis a decepções nos resultados da IA”, diz informe do Banco de Compensações Internacionais (BIS). 

    Superinteligência

    Ainda no discurso da ONU, Trump ainda prometeu mudar o nome da tecnologia para “superinteligência”.

    “Daqui para frente, será oficialmente chamada de superinteligência. Mudamos o nome porque o uso da palavra “artificial” faz a inteligência parecer falsa”, afirmou.

    O especialista Ettore Arpini, do Plures, destacou que é problemático chamar a IA de superinteligência, o que pode mais confundir que ajudar, e favorecer a posição dos EUA na corrida pelo controle global da IA. 

    “Tem uma dimensão política também, porque em Washington tem uma narrativa de que os Estados Unidos liderem a IA. Chamar a AI de superinteligência também ajuda a construir essa narrativa que favorece os EUA”, comentou. 

    Para Arpini, o importante não é definir se é ou não inteligência. “Isso pode até nos distrair. O que importa é quais capacidades esses sistemas têm, quão autônomos eles são, quem os governa e quais consequências produzem sobre a sociedade – e quais países estão se preparando”, finalizou

    Analistas críticos da IA, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, apontam que o termo “inteligência” da IA é uma metáfora ou estratégia de marketing para sugerir que a tecnologia possui capacidades humanas que, na realidade, os sistemas não dominam. Seria uma forma de valorizar os serviços que as gigantes da tecnologia vendem. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

    Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

    Presidente diz que pode agir para garantir interesses da Casa Branca

    Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump voltou a fazer ameaças de uso da força militar em países da América Latina e Caribe para garantir os interesses da Casa Branca na região.

    “Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, disse.

    Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

    O presidente dos EUA Donald Trump destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o “acordo” petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono.

    “Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado. Ao vencedor pertencem os espólios; todos vocês já ouviram isso”, comentou Trump.

    Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um “narcoestado”, argumento rejeitado por especialistas.

    Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto “Cartel de Los Soles”. A existência desse grupo não é consenso entre especialistas.

    Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005.

    Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto.

    Trump compara cartéis ao ISIS

    Ainda durante o discurso na ONU, Trump voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. Segundo ele, esses cartéis são semelhantes ao ISIS, grupo terrorista com origem no Iraque e na Síria.

    “Acionei as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los. Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental”, disse. Além do Trump, secretários de Estado dos EUA têm feito essa comparação para justificar possíveis ações militares em países da região.

    Analistas vem alertando que essa posição da Casa Branca pode ser usada como “pretexto” para interferir na política interna dos países latino-americanos.

    Trump fez menções diretas ao México. Disse que tem boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas que é inaceitável que os EUA façam fronteira com um país que é o “epicentro da violência dos cartéis”.

    “Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade”, afirmou o presidente dos EUA.

    A presidenta mexicana vem elevando o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos. Claudia Sheinbaum têm defendido que a luta contra os cartéis não pode servir de “desculpa” para intervenções externas.

    Lula

    Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximas da maior potência militar do planeta.

    “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais”, destacou, ao citar os casos recentes de interferências na Venezuela, Haiti e Cuba.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    Presidente defendeu a soberania dos países

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando especificamente os cenários da América Latina e do Brasil, onde, segundo o presidente, há tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais.

    Lula disse que a região da América Latina e do Caribe convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

    “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou durante discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22) em Nova York.

    “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

    Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos.

    “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, disse.

    Democracia em xeque

    Lula também alertou para o que classificou como retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. “A democracia está novamente em xeque”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o mundo voltou a assistir à “ingerência externa em processos eleitorais”, à divisão de países em zonas de influência e a “investidas neocoloniais” em busca de recursos estratégicos.

    Ao citar países da região, o presidente afirmou que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

    Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

    Redes de desinformação

    Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência.

    “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

    Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país.

    “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.

    Negacionismo

    Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

    “Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

    “Até pouco tempo, a reposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

    Segurança pública

    Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

    “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

    O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas.

    “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, disse.

    Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

    O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU vive momento crítico, diz Lula ao citar indignação com guerras

    ONU vive momento crítico, diz Lula ao citar indignação com guerras

    Declaração foi feita na abertura da assembleia geral da organização

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (22) que a Organização das Nações Unidas (ONU) vive, desde 2003, seu momento mais crítico. “A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”.

    “O sentimento que me move hoje é o da indignação”, disse . “A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, completou.

    A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.

    “Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, disse. “Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”.

    Antes do pronunciamento, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente brasileiro subiu à tribuna logo no início da sessão, antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Na segunda-feira (21), Lula se reuniu, já em Nova York, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador americano Bernie Sanders.

    Após o discurso na assembleia geral da ONU, ele deve deixar Nova York ainda nesta terça-feira. O embarque está previsto para 13h50 no horário local, 14h50 no horário de Brasília, com chegada à capital federal prevista para as 23h40.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br